Nascida no interior entre Candeias e Madre de Deus no Quilombo Muribeca, Negra Jhô desde moça se recusava a esticar os cabelos e vestir roupas de mocinha, gostava mesmo era de exibir suas tranças e roupas que ela própria criava com pedaços de pano e amarrações. Desde a infância que o orgulho da raça era notado em gestos e comportamentos da menina, ao ganhar uma boneca ela logo pintava de preto, trançava os cabelos e enfeitava de chita.
Durante três anos trabalhou na rua, mas sonhava conquistar um espaço próprio. A oportunidade surgiu em 1997, com a ajuda do governador Antonio Carlos Magalhães, depois de muitas tentativas, toda festa que tinha ela pedia um lugar para instalar o salão, até que um belo dia vestiu 3 meninas com as cores da Bahia chamando a atenção do governador que lhe concebeu o local que tem por titulo Instituto Kimundo de Cultura Afro e fica localizado na Rua Frei Vicente, número 4.

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